A vida de Jefté nos ensina sobre os filhos da religiosidade: Era então, Jefté, o gileadita, homem valente, porém filho de uma prostituta (Jz. 11:1). Analise essa palavra com os olhos do profeta Oséias: Quando, pela primeira vez, falou o Senhor por intermédio de Oséias, então o Senhor lhe disse: Vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição, porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor (Os. 1:2). Jefté era filho de Gileade, e esta era uma região pedregosa e montanhosa, que do hebraico significa “monte do testemunho”. Por tanto, Jefté era filho da testemunha de Deus (que é a palavra de Deus, o evangelho do Reino) com uma prostituta (religião), ou seja com aquela que conhece a verdade e se aparta dela, tendo intimidade com outro que não seja seu marido. Quando a verdade que é a palavra de Deus, se relaciona (intimidade) com aquela que não tem compromisso com a verdade e sim com o engano, o fruto gerado desse relacionamento são filhos de prostituição, ou seja, filhos da religiosidade que amam mais o engano do que a verdade: Porque os lábios da mulher adúltera (prostituta) destilam favos de mel (ensinam doutrinas aparentemente boas), e suas palavras são mais suaves do que o azeite (o engano é mais suave do que o governo do Espírito Santo) mas o fim dela é amargoso como absinto, agudo como a espada de dois gumes. Os seus pés descem à morte (morte espiritual); os seus passos (que são enganosos) conduzem-na ao inferno. Ela não pondera a vereda da vida (que é Cristo). (Pv. 5:3-6).

Jefté era homem valente, porém filho da prostituta, fruto da religiosidade e os filhos de Gileade com sua esposa, expulsaram Jefté da terra dizendo: Não herdarás em casa de nosso pai, porque és filho de outra mulher (é joio no meio do trigo; Mt. 13:24-30); Jz. 11:2. Filho sempre herda herança do pai, porem filho de prostituição (da religiosidade) não tem parte na herança de Deus, por mais que tenha força e seja valente! Jefté era homem valente pela força do braço, não pelo Espirito Santo; Jefté era filho da religiosidade, filho de mãe sem pai (filho do sistema religioso e não teve relacionamento com Cristo, que é o pai da igreja verdadeira); Jefté não teve comunhão com seus irmão de vida no Espírito, antes se relacionou com os levianos: Então, Jefté fugiu da presença de seus irmãos e habitou em Tobe (cidade dos rejeitados por Deus); e homens levianos (homens sem amor a lei de Deus, imprudentes e irresponsáveis) se ajuntaram com ele e com ele saíam (Jz.11:3). Jefté foi criado por um sistema religioso, onde o mais forte impera, sem amor a lei divina, que amava a irresponsabilidade espiritual, ou seja, o governo da alma ao invés do governo do Espírito e seu caráter foi formado em meio a um povo sem o governo do Espírito Santo. Para que você entenda, antes de Jefté entrar na história dos juízes de Israel, o povo de Israel havia se corrompido e deixaram de servir a Deus, costume que tinham já há muitos anos, o de sempre se desviar de Deus em momentos de paz: Tornaram os filhos de Israel a fazer o que era mau perante o Senhor e serviram a baalins, e Astarote, e aos deuses da Síria, e aos de Sidom, de Moabe, dos filhos de Amom e dos filisteus; deixaram o Senhor e não o serviram (Jz. 10:6).

Sempre que Israel se afastava do Senhor à adorar outros deuses, Deus os entregava nas mãos dos Filisteus (povo de interesse próprio) habitantes da Filístia, da Síria, atual povo Palestino que ocupa a Cisjordânia e afirmam ser o centro da terra, que possuem atualmente o grupo  extremista do Hamas, cujo o Estatuto rege o seguinte: Sois Palestinos (filisteus) a melhor nação da terra. Fazei o bem e proibais o mal, e credes em Alá. Se somente os povos do livro (Judeus e cristãos) tivessem crido, teria sido melhor para eles. Alguns deles creem, mas a maioria é iníqua… serão apenas incômodos… A humilhação é a sina deles (judeus e cristãos), onde quer que possam de encontrar, exceto se forem salvos por meio de compromisso com Alá ou por meio de compromisso com homens… Recaiu sobre eles a ira de Alá, e a sina deles é a desgraça, porque recusam as indicações de Alá. (Alcorão 3.:110-112). Israel existirá e continuará existindo até que o Islã (rendição ou submissão) o faça desaparecer (eugênia, morte, extermínio), assim como fez a todos aqueles que existiram anteriormente a ele. (Segundo palavras do mártir, Iman Hasan al- Banna, com a graça de Alá). Diz Alá: Eu não criei demônios e homens senão para servir-me (Alcorão 51:56). O lema principal é: Art. 8. Alá é a finalidade, o profeta é o modelo a ser seguido, o Alcorão a constituição, a Jihad (guerra santa) é o caminho e a morte por Alá a sublime aspiração. Até hoje Israel trava luta contra os filisteus, Israel versos palestinos-árabes: “Acendeu-se a ira do Senhor contra Israel, e entregou-os nas mãos dos filisteus e nas mãos dos filhos de Amom (atual Amã, capital da Jordânia); Jz. 10:7. Após Israel perceber que estava sendo oprimido severamente por esse povo, começaram a clamar a Deus e Este os rejeitou por viverem em desobediência (Jz. 10:10-16), e foi nesse momento que Israel escolheu optar por liderança humana escolhida por suas próprias mãos: Então, o povo, aliás, os príncipes  de Gileade (os religiosos), disseram uns aos outros: Quem será o homem que começará a pelejar contra os filhos de Amom? Será esse cabeça de todos os moradores de Gileade (Jz. 10:18); O Povo Amonita, de Amom, veio do incesto de Ló com suas filhas após a destruição de Sodoma e Gomorra (Gn. 19:30-38). Por tanto, o povo de Israel não esperou a resposta do Senhor para um libertador, pois como sempre amavam o governo da alma e com isso,  escolheram precipitadamente homens para os liderar.

Em meio a tudo isso é que Jefté entra na história dos juízes, pois em  meios aos ataques dos filhos de Amom, os anciãos de Gileade em vez de buscarem a Deus, foram buscar a Jefté na terra de Tobe e disseram a Jefté: Vem e sê nosso chefe, para que combatamos contra os filhos de Amom (Jz. 11:5,6). Jefté ao ver que foram a sua procura respondeu dizendo da seguinte forma: Porventura, não me aborrecestes a mim e não me expulsaram da casa de meu pai? Por que, pois vindes a mim, agora, quando estais em aperto? (Jz. 11:7). O homem que é governado pela alma e não recebe alimento sólido, antes recebe apenas leite e que não edifica sua fé santíssima orando em todo tempo no Espírito Santo, falando em outras línguas (Jd. 20, I Co. 14:4,14), ao se ver diante de uma luta contra a carne, sempre vai recorre ao sistema religioso, que é forte, valente e lhe oferece o que quer, uma solução rápida para o seu problema, uma campanha da vitória, ou óleo de unção da cura! Porque criança chora até receber o peito da mãe, até receber o que quer, que é a comida, ou seja, a solução imediata para o seu problema. Por isso é tão importante ser governado pelo Espírito Santo, pois estes sabem esperar o socorro divino oportuno. Sempre que você procurar auxílio na religiosidade, nos homens aparentemente de Deus, na liderança humana, na força do braço, esses sempre vão querer receber a glória: Então, Jefté perguntou aos anciãos de Gileade (note que ele não perguntou a Deus) Se me tornardes a levar para combater contra os filhos de Amom, e o Senhor mos der a mim, então eu vos serei por cabeça? (o cabeça da Igreja é Cristo e não a religiosidade) E eles lhes responderam: O senhor será por testemunha entre nós e nos castigará se não fizermos segundo a tua palavra. Então Jefté foi com os anciãos de Gileade, e o povo o pôs por cabeça e chefe sobre si (Jz. 11:9-11). A nossa alma, com a queda de Adão, aprendeu a governar e com isso ela usa de engano, nos fazendo acreditar nas emoções de que tal decisão é da vontade de Deus, sendo que na verdade nunca consultou a Deus de fato!

A religiosidade nos ensinou a buscar recurso nela (o peito da mãe) e com isso o Espírito Santo não pode nos dominar, nos governar, Ele apenas vem sobre o dom e opera maravilhas, não vem sobre o homem sem compromisso, mas sobre o dom que Deus a ele concedeu, pois é Deus quem concede dons aos homens (Ef. 4:8, I Co. 4,5) e assim foi com Jefté, por amor a Israel. Jefté era tão almático e carnal, que buscava a glória para si e reconhecimento humano, ao ponto de fazer um voto precipitado, mesmo sabendo que Deus estava agindo e disse: Se, com efeito, me entregares os filhos de Amom nas minhas mãos, quem primeiro da porta da minha casa me sair ao encontro, voltando “eu” vitorioso (não Deus, a glória deveria ser dele), esse será do Senhor, e eu o oferecerei em holocausto (Jz. 11:30,31). Veja com é serio tal voto, pois antigamente sempre quem saia primeiro ao encontro do seu senhor era o escravo da casa, mas para um ensinamento profundo, Deus permitiu que sua única filha saísse ao seu encontro, com adufes e danças e com certeza Jefté não esperava isso, ao ponto que quando ele a viu, rasgou as suas vestes e caiu por terra (Jz. 11:34,35). Para um homem dominado pelo orgulho, pelo “eu”, o importante não é se arrepender do que provavelmente fez de errado, mas sim de mostrar que é homem o suficiente para cumprir com sua palavra: Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocausto (morte sacrificial). Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus (Sl. 51:16,17). Se Jefté tivesse tido outro comportamento diante de Deus, certamente sua história e seu fim seria outro, mas diante do “EU” manifesto, sua linhagem chegou ao fim, pois ele só tinha ela como única filha. Jefté não teve herdeiros, não deixou herança, pois Deus não lhe permitiu.

Os filhos da religiosidade não possuem herança diante de Deus, pois, a esses Deus consome. Esses não fazem parte da terra prometida, não aceitam o governo do Espírito e vivem em prostituição espiritual, procurando sempre por liderança humana e artigos físicos para usarem como amuleto de fé, mas os que esperam no Senhor e são governados pelo Espírito, recebem herança (Jo. 7:38). Em todo o tempo de julgamento pelos juízes escolhidos e enviados por Deus houve paz em Israel (Jz. 3:11, 5:31, 6:23, 8:23), porém, vemos que durante o tempo que Jefté julgou Israel, não há menção de paz, e seu tempo foi de seis anos (Jz. 12:7), o mais curto que houve entre todos os juízes. Seis é o número do homem, pois no sexto dia Deus criou o homem (Gn 1:31, Ap.13:18). Por tanto, sempre que o homem buscar a sua própria glória e deixar o governo do Espírito pelo da alma, este se torna filho de prostituta e não tem parte na herança e nem possui herdeiros na terra prometida. Deus deseja que você seja governado pelo Espírito e tenha parte na herança e habite na casa do Senhor para todo o sempre.

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