Certa tarde estava estudando sobre a morte de Cristo, a Sua história de amor e de vida, que é tão linda e tão forte ao mesmo, pois é revelada na forma como Ele morreu por nossos pecados, sem declarar absolutamente nada a Seu favor, como disse o profeta Isaías: Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e como ovelha muda perante seus tosquiadores ele não abriu a boca (Is. 53:7). Imagine só, o Criador do universo, o Princípio e o Fim, o Alfa e Ômega (Ap. 1:8,18); O Sumo e Supremo Sacerdote, aquele que é o Verbo Vivo que estava juntamente com o Pai na criação de Adão (Jo. 1:1-3), a própria Sabedoria, Majestade e Amor, que assumiu a forma humana, que, na oração sacerdotal disse: Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer; e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto a ti, antes mesmo que houvesse mundo (Jo. 17:4,5). Antes mesmo que houvesse mundo, Ele existia, agora, só por um minuto, tente imaginar esse Deus na forma humana, com todo o Seu exercito de Anjos nos Céus, quando, interrogado por Pilatos, disse: O meu reino não é deste mundo (é espiritual). Se o meu reino fosse desde mundo, os meus ministros (Anjos) se empenhariam por mim (Mt. 4:6), para que não fosse eu entregue aos judeus (ao engano da religiosidade); mas agora o meu reino não é daqui (Jo. 18:36). É como se Jesus disse-se: “não é pela carne ou pela força do meu braço, porque o meu Reino não é carnal, terreno, animal e diabólico (Tg. 3: 13-16), o meu reino é espiritual, é de outra dimensão e só entende quem é espiritual. Não adianta falar a carnais, porque as coisas do Espírito se discernem espiritualmente (Rm. 8:5), ou seja, ficarei mudo, nada falarei mas ficarei ligado com o Espírito”. Imagine esse Deus, calado, mudo, ligado no Espírito e entregue à morte, totalmente de forma dilacerada por nossos pecados, para nos ensinar o que é ser governados pelo Espírito. Ele é Deus e, naquele momento do julgamento, não deixou de ser, apenas cumpriu o Seu propósito, sendo, totalmente guiado pelo Espírito Santo.
Em todo o momento vemos Cristo ensinando-nos que devemos ser guiados pelo Espírito de Deus, mesmo que isso custe suor de sangue. Ele nos mostra que uma atitude ou uma escolha baseada na carne, nos faz sofrer serias consequências por toda uma vida, uma geração ou, até mesmo, levando uma nação inteira a ruína. Em Mateus, capítulo 27, temos um breve relato de Jesus sendo entregue a Pilatos, até a Sua crucificação, porém, no decorrer da história, temos Pilatos que, por ocasião da festa de Pascoa, deu a opção de escolha aos judeus, de quem quisessem crucificar: Ora, por ocasião da festa, costumava o governador soltar ao povo um dos presos (cativo, preso, escravo, condenado à morte) conforme eles quisessem. Naquela ocasião, tinham eles um preso muito conhecido, chamado Barrabás (que em hebraico significa filho do pai, carne, herança de Adão, filho de Adão). Estando, pois o povo reunido, perguntou-lhe Pilatos (governador, liderança, autoridade de Deus, constituído por Deus, Jo. 19:11): A quem quereis que eu vos solte, a Barrabás (o filho da carne, herança de Adão, filho do Diabo, que veio para roubar, matar e destruir, Jo. 10:10) ou a Jesus, chamado Cristo (O bom pastor, Jo. 10:11; O pão da vida, Jo.6:35;  O Verbo Vivo, Jo.1:1-3 ; O Descanso das vossas almas Mt.11:20-30; A Vida Eterna, Jo. 17:3, A Graça, Jo. 1:17 O Reino dos Céus, Mt. 3:2; O Governo do Espírito)? Mas os principais dos Sacerdotes e os anciãos (doutores da lei, religiosos cheios de doutrinas de homens, dogmas e sofismas) persuadiram o povo (o poder de persuasão da religiosidade é muito forte, cuidado! Pois seu apelo é para  a carne e das carnalidades se alimentam) a que pedissem Barrabás (a religiosidade te força com persuasão a aceitar a carne e a viver sobre o jugo dela) e fizesse morrer Jesus (religiosos não aceitam e nem se sujeitam a vida no Espírito, e sufocam o espírito, invalidam a vida do Reino até que morra e fique somente o jugo da carne). De novo, perguntou-lhes o governador (Deus te faz essa mesma pergunta): Quais dos dois querem que eu vos solte? Responderam eles: Barrabás (queremos a morte no lugar da vida, a Lei no lugar da Graça).
 
Entenda algo, a escolha de viver governado pelo Espírito ou pela carne é sua, Deus não te obriga a nada, pelo contrário, Ele respeita o nosso livre arbítrio, porém, o seu livre arbítrio pode te levar a escolhas de morte, assim como Adão, que por ter livre arbítrio escolheu comer do fruto do pecado e gerou a morte, separando-nos de Deus e de Sua essência. Então, de acordo com sua escolha, assim será a sua vida! Você é fruto de suas escolhas! Quando Jesus estava no Getsêmani, juntamente com Seus discípulos e foi preso, Simão Pedro puxou da espada que trazia (confiava na força do braço, na carne, Pedro ainda era menino espiritual aqui) e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita (Pedro agiu movido pelo gigante da justiça própria); Jesus disse a Pedro: Mete a espada na tua bainha (não haja com a força da sua carne, não confie na força do seu braço, pois maldito é quem age assim, porque a única coisa que consegue é apartar o seu coração do Senhor, Jr. 17:5); continuou Jesus a dizer: não beberei, porventura, o cálice que o Pai me deu? (Jo. 18:10-11). É como se Jesus disse-se a Pedro para não escolher a carne, mas escolher o Espírito, e o Espírito é aquele que dá a outra face; que perdoa setenta vezes sete; que obedece ao que o Pai pede. Fica fácil entender porque Pedro negou Jesus. Pense: ele andou com Jesus, viu os milagres de Jesus, mas ainda assim era carne, cheio de confiança própria, Pedro ainda não tinha recebido o Espírito Santo, não tinha recebido o poder do Alto, então, ele não compreendia mesmo. Meninos espirituais agem da mesma forma, porque ainda são governados pela carne e pela alma, e quando confiam na força do seu braço, em vez de confiar e descansar em Deus, o seu coração se afasta facilmente do Senhor. Entenda: a carne milita contra o Espírito e o Espírito contra a carne (Gl. 5:17), ou seja, a carne sempre vai negar Jesus, mesmo que esteja andando com Ele há anos, fazendo parte do ministério. Se aquela alma for governada pela carne e não pelo Espírito, sempre O negará nos momentos de lutas, sabe como? Correndo atrás de resolver com a força do braço o que Cristo disse para esperar com fé, e quando isso ocorre, saiba de uma coisa, o seu coração se apartou do Senhor, mas quando nos deixamos guiar e governar pelo Espírito, sempre nos voltaremos para Jesus e não O negaremos com nossas atitudes. O povo Judeu escolheu a morte, o jugo, a espada em vez da vida no Espírito, eles rejeitaram o Reino de Deus: Veio para o que era seu, e os seus (judeus) não o receberam (Jo. 1:11). E veja só as consequências que os judeus, literalmente, colheram com a escolha da morte, do governo da carne! Quantas tragédias, quantas mortes e até holocaustos. O que tem acontecido, hoje, é que muitos rejeitam o governo do Espírito porque acham-se suficientes, já sabem tudo, são doutores na lei, mestres, já peregrinaram em muitos lugares e se tornaram autossuficientes e não precisam do governo do Espírito, porque já se governam perfeitamente bem! E não precisam de um governo em que eles percam o domínio da situação e, depois, esses mesmos querem ser curados, querem ser prósperos, querem viver bem com a mesa farta e rodeados de filhos, mas nada disso ocorre, sabe por quê? Porque só Cristo tem vida em abundância, só Ele é o caminho, só Ele é a verdade e só Ele é a vida. Sabe por que muitos lerão este estudo e não entenderão absolutamente nada? Porque as coisas espirituais se discernem espiritualmente. Os que escolhem a herança de Adão escolhem a morte, porque escolheram ser governados por uma carne corrupta e incorrigível, e por uma alma que só age por emoção. Entenda: “suas escolhas vão gerar o fruto de suas escolhas”, ou seja, se você está escolhendo a morte, por ser governado pela carne, então, seus frutos serão obras da carne (Gl. 5:19-21), aí, então, a decepção, a insatisfação no ministério, o assassinato de almas dentro das igrejas, a morte de ministérios, o roubo dos dízimos e das ofertas, vidas indo para o inferno, serão o seu fruto, não tem mais nem menos, esse será o resultado. Tudo por causa de sua escolha, cada um prestará contas de si a Deus, de suas próprias obras. Aí, alguém pode dizer: “não acredito nisso, eu vivo tão bem!” — Será que vive mesmo? Mas, quando você escolhe Cristo, você está escolhendo ser governado pelo Espírito e o Espírito gera frutos para a vida e paz (Gl. 5:22-26). Não refiro-me à vida eterna após a morte, absolutamente não! Refiro-me, aqui, literalmente, à vida eterna nesta vida, uma fonte a jorrar do seu interior (Jo.7:38).
Uma característica de quem escolhe ser governado pela carne é a confiança na força do seu braço, pois os governados pela carne militam contra o governo do Espírito, assim como Barrabás, que era um militante contra o governo de Cesar, um causador da desordem, e a carne age da mesma forma. Os governados pela carne nunca vê pecado em nada, “não tem nada a ver”, tudo é lícito e tudo convêm e buscar seus próprios interesses é o que importa, afinal, o interesse de Cristo é muito cheio de misericórdia, demora muito, Deus é muito bom e longânimo e os governados pela carne não gostam de nada disso (I Co. 10:23,24). Já, a maior característica de quem escolhe Cristo e é governado pelo Espírito, é o amor à santificação, pois buscam edificar-se com as práticas espirituais de orar (em novas línguas também) de meditar na Palavra de Deus dia e noite, de jejum, clamor e súplicas por todos os santos, para estes, nada é mais precioso do que Cristo, como disse o apóstolo Paulo: Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o meu ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus (At. 20:24). Sabe por que muitos dizem que é difícil ter essa mesma consciência de Paulo? Porque ainda não compreenderam o propósito, ainda não entenderam que morrer para o “eu” é lucro e viver para Cristo é vida, ainda não entenderam que o falar em outras línguas, edifica o espírito e mortifica a carne, ainda não compreenderam que o verdadeiro prazer está na Lei do Senhor e nela, meditar dia e noite! O conceito de uma mentalidade carnal, natural é totalmente militante contra o que é do Espírito, escolhendo sempre Barrabás. Desejo que você escolha a vida e não a morte, que abra mão da herança de Adão, do fardo pesado do jugo sobrecarregado e escolha ser governado pelo Espírito, não apenas no falar, mas no praticar, no viver diário. Desejo que sejas livre pela fé no Filho de Deus e que receba vida, ainda nesta vida, e vida em abundância.

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