Ontem de tarde, peguei o meu carro e, como sempre, já liguei o som colocando um louvor que gosto muito de ouvir e no caminho enquanto orava em línguas estranhas, para edificar o meu espírito, comecei a ser tocada pelo Espírito de Deus, e ali, dirigindo em meio a uma BR movimentada, comecei louvar, dizendo: a minha rocha é o Senhor, a minha rocha é o Senhor, a minha rocha é o Senhor, Jesus é a minha rocha. À medida que eu louvava, uma unção tomou conta de mim, é como se estivesse por todo o carro, o Espírito de Deus estava ali, pude sentir uma presença forte e tranquila ao meu lado e, ao mesmo tempo, houve silêncio na minha alma e pude ouvir a doce voz do Senhor Jesus, que dizia: filha, a tua família não é a tua rocha, o dinheiro não é a tua rocha, o trabalho não é a tua rocha, Eu Sou a tua Rocha, a rocha que te sustenta todos os dias, Eu sou a tua Rocha eterna, te firma em mim. Enquanto eu ouvia o meu amado Senhor Jesus falar comigo, as lágrimas rolavam pelo meu rosto e eu queria parar o carro e me prostrar para Ele. Naquele momento louvei a Deus porque o véu se rasgou! Você consegue entender o que estou escrevendo aqui, agora? Que o véu que separava já não separa mais, que eu não preciso ir ao Tabernáculo de Moisés (do homem) e correr o risco de morrer antes de chegar ao Santuário, porque eu sou a morada do Altíssimo hoje, porque onde a morada do Senhor estiver, ali Ele está. O véu se rasgou e quero muito que você entenda isso. Imagina só, ouvir daquele que é o Princípio e o Fim, o Alfa e o Ômega, do Verbo Vivo (Ap. 1:8; João 1: 1,2), o Criador do universo, que Ele é quem cuida de nós todos os dias, a cada segundo, e eu, absolutamente indigna desse cuidado, estava ali coberta de uma atmosfera de amor ouvindo o Espírito Santo ministrar em minha vida e ter Jesus me dizendo dizendo: Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus (Sl. 46:10). 
 
Quando Deus fala ao homem “aquietai-vos”, não é um pedido, mas sim, uma ordem para que encontremos vida e vida em abundância. A primeira vez que ouvi esse versículo, imaginava que deveria ficar sentada e quentinha usando do meu esforço físico e mental, forçando-me a ficar ali, quieta, sem fazer absolutamente nada, apenas ficar parada dando glórias a Deus e pensava que fazendo isso Deus iria agir em minha vida e, na verdade, não é nada disso, porque não são com esforços físicos e mentais que a nossa alma se aquieta em Deus, não é de fora para dentro que Deus opera, mas de dentro para fora, é do teu interior que flui rios de água viva e não do teu exterior (Jo. 7:38). Hoje, quando o Senhor Jesus se movia naquele carro com o Espírito Santo e ministrava ao meu coração e eu sentia a Sua presença tão forte, é como se Ele disse-se para mim: “olha filha, o véu do Tabernáculo que separava o lugar Santo do lugar Santíssimo se rasgou de cima a baixo e não de baixo para cima, não foi da carne para o espírito, mas foi do espírito para a carne”. Aleluia! É exatamente aqui que entramos em uma dimensão tão sobrenatural e perfeita da plenitude de Deus, que chego a ficar sem palavras de como poderia descrever tão grande perfeição da criação de Deus, ao nos fazer completos e perfeitos como Ele, corpo, alma e espírito, mas graças a Deus que Ele, em Sua soberana sabedoria e misericórdia (coração de Deus sobre nossas misérias), nos mostrou de forma tão clara, como Ele vê essas três dimensões por meio do Tabernáculo de Moisés. Para que você compreenda, exatamente, o que é aquietar-se no Senhor é importante saber um pouco sobre o Tabernáculo.
Na verdade nunca foi intensão de Deus ter um Tabernáculo para nos ensinar a chegar à presença d’Ele purificados, a Sua vontade era apenas que Adão e Eva fossem plenos n’Ele, mas com a queda de Adão recebemos toda sua herança caída, pois antes de sua queda alma e o espírito eram ligados, ininterruptos, eram um só, um governo só, um domínio só e o corpo era apenas a reflexão dessa imagem gloriosa e perfeita de Deus (Gn. 1:27), mas, com a queda de Adão houve uma quebra brusca, um rompimento destrutivo e mortal, um desligamento da plenitude, do descanso, da quietude de Deus, para o desequilíbrio do governo de uma alma que a partir daquele momento se isolava do espírito para se ligar a carne, ao pó, as carnalidades. Entenda algo: “a alma precisa de uma identidade, quer seja da carne ou do espírito, ela não fica só, mas depende de uma direção para viver”. Com a queda de Adão houve a separação da alma e do espírito, e o espírito do homem, por sua vez, ficou isolado, enquanto que a alma ficou a mercê da carne e tudo o que alma conhecia da plenitude de Deus esvaiu-se dela, ficando vazia, por isso que se a sua alma é alimentada e governada pelo Espírito ela vivifica, mas se a sua alma é governada e alimentada pela carne, ela fica insatisfeita, triste, nada da certo, nada a preenche, sente um vazio e depressão terrível, porque tudo o que ela produz, a partir da carne, gera morte (Rm. 8:6). Quando Deus deu instruções para Moisés construir o Tabernáculo, Ele estava, na verdade, nos mostrando passo a passo como deveríamos nos chegar a Ele novamente, porque desde a queda de Adão o homem não sabia achegar-se a Deus. E disse Deus a Moisés: E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles (Ed. 25:8). No Tabernáculo de Moisés, descrito livro de Êxodo, dos capítulos 25 a 27, temos especificado ali, três lugares que tentarei resumir ao máximo na dimensão espiritual, para que você entenda quais são e identifique-se neles, desta forma saberá onde está espiritualmente:
Átrio ou Pátio Externo – Simboliza o corpo físico, o natural, a carne. Lugar onde se fazia o sacrifício, havia um altar de holocausto (lugar de morte, entenda algo, o que Deus quer não é holocausto e sim misericórdia, Mt. 12:1-7) e uma bacia de bronze (bronze não é ouro, não é metal precioso, refere-se ao pó, as obras da carne), onde ocorria a lavagem ou purificação das mãos e dos pés (mãos e pés espiritual: Quero, portanto, que os varões orem em todo o tempo, todo o tempo, todo o tempo, falando em línguas, se edificando, orando em todo o tempo, hora após hora, levantando mãos santas, sem ira e nem animosidades, ou seja, sem carnalidades, sem as obras da carne que impregnam em nossas mãos e nos impedem de fazer a obra; 1 Tm. 2:8; Ec. 5:1 e Gl. 5:19-21). Para que você entenda, o Átrio é o lugar onde a carne ainda domina, onde as orações são apenas petições e mais petições, onde ocorrem às orações repetitivas, confissões de pecados, uma luta para morrer, uma luta para se limpar das carnalidades. É o lugar onde buscamos nossos interesses, onde oramos por nós e por nossos desejos e por nossos pedidos e por nossos e nossos e nossos e eu e eu e para mim, é um lugar onde Deus não habita, é o pátio externo, lembre-se, não é de fora para dentro, mas de dentro para fora. Átrio é um lugar de onde muitos cristãos carnais não saem, eles estagnaram nesse lugar, eles não conseguem ser elevados a níveis mais altos no Espírito e o pior que eles acham (mentalidade carnal errada, sem mente renovada em Cristo, Rm. 12:1,2) que, pelo fato de estarem clamando pela família, mãe, pai, marido, igreja, ministério, entre outras coisas, estão cheios de Deus, mas não é bem assim. Quero que você tenha o discernimento de quando está na carne e quando está no espírito e que saia da carne, orando em todo tempo e buscando o governo do Espírito de Deus, dessa forma, você chegará à quietude e saberá quem é Deus.
Lugar Santo – Simboliza  a alma. É o lugar onde temos a mesa dos pães (Cristo é o pão da vida, Jo. 6:35; 1 Jo. 2:1,2), lá, nós temos o candelabro de ouro (ouro é metal precioso, representa o Espírito Santo, Jo. 8:12; I Jo. 1:5-7), temos o altar do incenso (incenso é fumaça, é cheiro, é perfume é a oração que anela por Deus, a oração dos santos, no lugar Santo; Ap. 8:4,5; 1 Co. 2:15;). É nesse lugar que começamos a sentir as emoções, afinal, alma é mente, vontade e emoção, é onde lembramos da situação que estamos enfrentando, do momento que estamos passando, porque nossa alma é muito momentânea, ela precisa de domínio e governo, e é no lugar Santo que o anelo, o desejo pela presença de Deus começa, é nesse lugar que alma tem sede de Deus como dizia o salmista Davi: a minha alma tem sede de Ti (de Cristo) como terra sedenta (Sl. 143:6 e João 4:14). O Lugar Santo é um lugar onde a alma encontra liberdade para louvar: Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma (desejo por Deus). A minha alma tem sede de Deus (diante da mesa dos pães temos fome e sede de Deus), do Deus vivo (louvor a Deus), quando irei e me verei perante a face de Deus (desejo pelo Santuário) Sl. 42:1,2. Por tanto, o lugar Santo é o lugar de desejo, de anelo por Deus e de louvor, mas não de intimidade e comunhão. É no lugar Santo que temos fome do Pão da Vida que é Jesus, fome de comer esse Pão que é Cristo. É aqui que as lágrimas começam a rolar, saindo do interior da alma, anelando a cura, a libertação e a presença de Deus começa a ser o motivo real das lágrimas, mas ainda não é possível desfrutar da presença d’Ele, da intimidade d’Ele. Mas é um lugar onde reconhecemos a necessidade d’Ele, onde os primeiros “eu te amo Jesus” começam a aparecer, onde a carne ainda tenta dominar e lutamos para vencer e avançar para a presença d’Ele. Mas é importante ter cuidado, pois corremos o sério risco de permanecer nesse lugar pelo resto de nossas vidas, onde o véu ainda não se rasgou, onde muitos pensam que estão cheios do Espírito Santo e, na verdade, estão cheios de emoções, de palavras bonitas, de muito conhecimento de choros. Esse lugar é um lugar de busca pela presença de Deus e do Seu descanso, que é Cristo, é aqui que alma precisa aquietar-se e saber que Deus é Deus, que é Ele quem governa sobre todas as coisas e não a alma, é aqui que ela deve perder o seu governo, o seu domínio e fazer como o salmista Davi, ansiar pela face de Deus.
Santo dos Santos – Simboliza o Espírito, o lugar secreto, o esconderijo do Altíssimo (Sl. 91:1).  Aqui, temos um Sumo Sacerdote, que é Cristo (Hb. 6:20; 8:1,2; 9:11,12), temos a Arca do testemunho, completamente de ouro puro (perfeição, verdadeira adoração, unidade no Espírito, comunhão com o Pai, a Palavra, o Verbo Vivo, o Cristo ressurreto). Quando conseguimos passar pela confissão dos pecados, da limpeza e da purificação das mãos e dos pés, das carnalidades, quando passamos pela morte do “EU” e passamos pelas emoções e começamos a sentir fome do Deus Vivo e conseguimos ultrapassar essa barreira, exatamente onde o véu se rasgou, por meio da morte de Cristo, de cima para baixo, do espírito para o corpo, de dentro para fora (Mt. 21:50,51), aí, então, conseguimos chegar à adoração perfeita, onde alma e o espírito voltam a ser como eram antes da queda de Adão, apenas um, sem pedidos, sem culpa, sem dor, sem vazio, nada mais a abala e nada mais importa, a não ser a adoração a Ele, e essa é a adoração dos verdadeiros adoradores que adoram ao Pai em Espírito e em verdade (João, 4:23,24), adoradores que o Pai procura, que entenderam o propósito de deixar fluir do interior rios de água viva. Lugar onde há quietude e onde o silêncio de Deus fala audivelmente. Lugar onde Cristo se manifesta livremente, onde Ele pode fluir em cada lugar do seu espírito, e esse fluir atravessa a sua alma como um canal, uma ponte ou um fio elétrico de condução que vai até o seu corpo físico, levando cura, bênçãos, prosperidade, vida, fazendo o seu corpo sentir e experimentar a paz que excede todo o entendimento, que guarda o coração e a mente em Cristo (Fp. 4:7). É aqui que aquietamos e sabemos que o Eu Sou é Deus. O caminho para o Santuário só é possível por meio de Jesus, sem Ele, nada do que foi feito se fez (João, 1:3).
Foi necessário explicar, ainda que de forma resumida, as três dimensões do Tabernáculo, para que você pudesse compreender no espírito, como podemos aquietar, mas pode pode realizar este estudo mais profundo (clicando aqui). Ora, na carne não temos como aquietar a nossa alma, porque a carne é corrupta e incorrigível; usar a alma de forma “zem”, também não funciona, porque dessa maneira usamos de nossa própria força interior e não do Espírito de Deus, afinal, ela é cheia de emoções e de gritos e de influências da carne e de fome e de desejos pelo Pai, correndo o sério de risco de nunca sermos cheios do Espírito Santo, mas no espírito, por meio do Espírito Santo de Deus, pela morte de Cristo, no Santo lugar, no Santuário de Deus, essa verdade se torna vida e entendemos o que significa: Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus! Entenda algo: “Deus habita em uma alma quieta e o espírito do homem só encontra as respostas que precisa com o silêncio da alma, pois, é no silêncio da nossa alma que ouvimos a voz de Deus por meio do Espírito Santo (Jó 4:16,17)”. Quando Ele diz “aquietai-vos”, não é um pedido que Ele faz a você, é uma ordem para que viva! Aquietai-vos e sabei, ou seja, entenda, compreenda, viva. Entenda que não estou falando do silêncio produzido pelo nosso esforço físico, muito menos pela nossa mente, na meditação do nada, não é isso, estou falando do silêncio da alma, que no Santuário torna-se um só com o Espírito do Pai, e a única voz que ouvimos é a d’Ele e a nossa alma perde a voz, o governo. O silêncio santo é produzido pela oração verdadeira no Espírito (Hc. 2:20), e quando este silêncio invade a alma, entramos, exatamente, no lugar que Davi desejou estar, na face de Deus, desfrutando apenas de Sua glória, sabendo, de fato e verdade, que Ele é Deus e é na presença de Deus que o brilho d’Ele torna-se real e visível aos homens por meio de um rosto e de um olhar que exala amor (Ed. 34:29 e Mt. 17:1-5). É nesse lugar que a proteção de Deus nos alcança por completo e encontramos descanso à sombra do Onipotente, onde a confiança em Deus é tudo o que exala de nós (Sl. 91:1,2; Mt. 11:29) e onde o poder do Espírito Santo manifesta-se em nós e através de nós (At. 1:8). Quando você chega aqui, compreende todas as coisas, pois é daqui, da quietude da alma, que vem pelo silêncio divino no espírito, que a paz é produzida de dentro para fora, até o corpo experimentar essa magnitude. E foi exatamente essa a experiência que eu tive dentro do carro ontem, no momento da adoração, onde nada mais me importava se não afirmar por várias vezes seguidas que Ele é a minha Rocha, que o meu espírito fez-se apenas um com a minha alma e houve comunhão, intimidade, unção e pude ouvir a doce voz do Senhor no silêncio da adoração, houve quietude na minha alma e eu tinha a mais pura confiança de que estava segura, no esconderijo do Altíssimo.
É isso que Deus quer para nós todos os dias, hora após hora, união, intimidade, comunhão, revelação, proteção, unção brilho nos olhos e na face, doçura no falar e autoridade na voz, poder do Espírito, quietude na alma. Desejo que sejas livre pela fé no Filho de Deus e possas compreender essas verdades e não apenas contemplar, mas que possas entender como é importante o governo do Espírito e vivê-lo, saindo do nível da alma e da carne para o nível do Espírito, falando em outras línguas, se edificando com as práticas espirituais da leitura da Palavra, dia e noite, tendo nela todo o seu prazer. Desejo vida para você e vida em abundância. Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus.
 
Livres pela Fé

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