Este é um assunto muito sério, pois há muitos cristãos passando por guerras espirituais severas e sendo, literalmente, devastados em suas vidas financeiras, em seus relacionamentos e, até mesmo, em seus ministérios, crendo que essas guerras ocorrem por causa de suas belas vidas cheias de uma “falsa santidade”, movida a obras próprias, pois, a verdadeira santidade, Satanás detesta, mas não é bem assim! O nosso maior inimigo não é Satanás, a quem podemos resistir (Tiago, 4:7) e sim, a nossa carne, com suas obras carnais (as carnalidades), que serve de alimento para a Serpente (veja aqui esse estudo) que, por sua vez, investe, incansavelmente, contra a nossa alma e o nosso espírito. Entenda, a salvação é individual e a santidade é uma escolha, e, quando não obedecemos a Palavra de Deus, buscando a verdadeira santidade, a carne ganha espaço e as carnalidades se manifestam dando legalidade para Satanás agir e devastar tudo o que vê pela frente, causando uma guerra espiritual horrível, levando aqueles que não obedecem a Deus, a perecerem espiritualmente e naturalmente, pois o natural é apenas reflexo do que é espiritual. Vemos isso claramente na vida do rei Roboão, um homem sem temor a Deus que reinou no lugar de seu pai, o grande rei Salomão, que, por sua vez, não andou segundo os caminhos de seu pai Davi, apartando-se do Senhor e levantando altares a outros deuses (1 Reis, 11:4-8); entre eles estava Astarode, a deusa dos cananeus, considerada a esposa de Baal. É a partir deste ponto, que quero trazê-lo ao entendimento do que as obras da carne são capazes de fazer na vida de uma pessoa que não busca a santidade e o temor do Senhor. 

 
Astarode é representada na figura feminina desnuda, com órgãos sexuais exagerados, considerada a deusa da fertilidade (imoralidade) e a parte mais destacada da sua adoração consistia em orgias sexuais nos templos ou nos altos devotados à adoração de Baal. Asterode, como também era conhecida, chegou até Canaã nos primórdios dos tempos e uma das cidades ali era chamada de “Asterote-Carnaim” (Gênesis 14:5), mencionada nas Escrituras como a cidade de Asterote, morada do gigante rei Ogue de Basã (Deuteronômios, 1:4 e Josué 9:10; 12:4). A antiga cidade de Astorete era morada de gigantes. Veja agora que interessante, pois se formos um pouco mais a fundo na história de Israel, veremos o seguinte relato dos espias, dizendo: A terra (que é espiritual) mana leite (para crianças espirituais) e mel (para jovens e adultos espirituais), mas o povo que lá habita é poderoso (o povo aqui são as carnalidades), e as cidades, mui grandes e fortificadas (as cidades fortificadas é a alma cheia de egoísmos e de rebeldias); lá, há filhos de Anaque (que eram gigantes de quase seis metros de altura). Os amalequitas habitam na terra do Neguebe; os heteus; os jebuzeus e os amorreus (os Eu, Eu e Eu’s, habitam na alma). E alguns dos espias com medo, diziam: “Não podemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós” (Números 13:27-31).Os gigantes da terra prometida, hoje, estão na nossa alma e são originados a partir das obras da carne, lançando impurezas no espírito (2 Coríntios, 7:1). Os gigantes na alma não são fáceis de serem combatidos, pois tornam-se velhos costumes cheios de ingratidão, murmuração, rancores, amarguras e tantos outros males que, com o tempo, vão ficando fortes, a ponto de se tornarem em hábitos religiosos, que muitas vezes chegamos a achar que é de Deus, mas não são! Há muitos que pensam até que os venceram, mas, na verdade, travam lutas com os filhos dos gigantes, os reis que governam a alma (veja aqui este estudo). Os gigantes na alma nos impedem de ver, com olhos de ver; de ouvir, com ouvidos de ouvir; e, de receber as bênçãos de Deus, nos impedindo de viver pela fé. Eles são confiantes em si mesmos e acham que podem fazer tudo, eles não confiam no nome de Jesus. Por isso é tão importante nos enchermos do Espírito Santo, para em vez de levantarmos altares a esses deuses ou gigantes, possamos combatê-los e destroná-los, levando a alma para o governo do Espírito.
 
Deus disse: Eis que eu faço uma aliança (por meio de Cristo); farei diante de todo o teu povo maravilhas que nunca foram feitas em toda a terra, nem em nação alguma; de maneira que todo este povo, em cujo meio tu estás, veja obra do Senhor; porque coisa terrível é o que faço contigo. Guarda o que eu te ordeno hoje; eis que eu lançarei fora, de diante de ti, os amorreus, e os cananeus, e os heteus, e os perizeus, e os heveus e os jebuseus (referindo-se aos gigantes que hoje se manifestam em nossa alma). Guarda-te de fazeres aliança com os moradores da terra (não devemos dar ouvidos a carne) aonde hás de entrar (levando a alma para o governo do espírito); para que não seja por laço no meio de ti (a carne é um laço vivo e atento 24 horas por dia). Mas os seus altares derrubareis, e as suas estátuas quebrareis, e os seus bosques cortareis (somos nós que devemos derrubar os altares da alma, que são as suas manifestações egoístas e rebeldes). Porque não te inclinarás diante de outro deus (não mais satisfareis a tua alma cheia de egoísmos contaminada pela carne); pois o nome do Senhor é Zeloso; é um Deus zeloso. (Êxodo, 34:10-14). Deus nos advertiu quanto às consequências de adorar a outros deuses, fazendo aliança com os moradores da terra e foi exatamente isso que ocorreu com o rei Roboão: No quinto ano do rei Roboão, Sisaque, rei do Egito (Faraó, que representa aqui a carne), subiu contra Jerusalém (que representa o nosso espírito) e tomou os tesouros da casa do Senhor (autoridade) e os tesouros da casa do rei (santidade), tomou tudo (a carne devasta tudo o que foi conquistado no espírito em segundos, por meio do pecado de idolatria). Também levou todos os escudos de ouro (escudo da fé) que Salomão tinha feito (quando levantamos altares na alma, perdemos o direito de usufruir da herança de Deus, que é Cristo em nós). Em lugar destes, fez Roboão (agiu com a força do braço) escudos de bronze (que representa dor e sofrimento) e os entregou nas mãos dos capitães da guarda, que guardavam a porta da casa do rei (a alma foi guardada por dor e sofrimento). 1 Reis, 14:25-27. 


Observe que Roboão vinha de uma linhagem de homens de Deus, mas, por causa do erro de seu pai, Salomão, ele cresceu sem temor a Deus, fazendo tudo o que era mal, confiando na força do nome de seu avó, Davi, pai Salomão, mas, a questão, aqui, é que, a salvação é individual e a santidade é uma escolha. Todas as vezes que você escolhe dar ouvidos à sua carne, você estará fazendo aliança com os moradores da terra, lembre-se “a carne é pó, alimento da Serpente” e todas as vezes que você der ouvidos à sua alma, às suas emoções e pensamentos, você estará levantando altares a outros deuses, o deus do sentimento, o deus da vontade e o deus das emoções! Como isso é sério! Pois muitos cristãos estão enganados achando que os errados são aqueles que cultuam imagens, enquanto que, a verdadeira idolatria está dentro do coração do homem, de onde procedem as fontes da vida. Tome muito cuidado com suas escolhas, pois a carne pode vir com todo o seu exército e devastar tudo o que foi edificado no espírito, abrindo uma porta para Satanás entrar, roubar, matar e destruir. Vença esses deuses e gigantes na alma e não faça mais aliança com a terra, ou seja, com a carne. Amém!

 

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